Clarissa de verdade
 
Pensamentos, divagações, relatos, desastres, maravilhas, descasos, denúncias, diário.
 


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+ Clarissa Biazuzo Ramos
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Formada em Letras, amante de música (MÚSICA de verdade), sofro de insônia, viciada em café, teimosa, incompreendida (em alguns casos é melhor assim...), amando, ansiosa, valente, católica, atenciosa, fiel, falante demais, ouvinte demais (não consigo me balancear); detesto arrogância, maledicência, promiscuidade e inveja; adoro liberdade, dormir com chuva, pão quentinho, nascer do sol, filmes, Big Mac (adoro mesmo, e daí?). Tem mais, mas chega!


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[+] 17.11.05 [+]

Post: "Janela da alma" - ou - "Outras faces".

Num desses finais de semana que passei sem o namorado, resolvi retomar um antigo vício - locar filmes e devorá-los. Como estava em Bauru, abri uma conta numa locadora ótima por lá e me deliciei com prateleiras cheias de novidades (para mim, já que estou tão "por fora"). Dos vários filmes que vi, gostei particularmente de dois: "Poeta de Sete Faces" e "Janela da Alma". Ironicamente, não se trata de filme, e sim de documentário - tanto um quanto o outro.
O primeiro fala do divino Drummond - e de uma forma tão lírica que fez com que eu gostasse ainda mais desse mineirinho tímido.
O segundo, muito mais complexo, trata da tão famosa frase que diz que os olhos são a janela da alma - e busca respostas variadas para a importância (ou não) da visão no lirismo e nas artes (especificamente no cinema, na literatura, na fotografia e nas artes plásticas). Divino. Vale, principalmente, pelo depoimento do Saramago. Só assistindo para saber.
Ontem, comentei no post sobre as visões herméticas do mundo. O perigo de enxergarmos o mundo somente com os nossos olhos gira em torno do desconhecimento de que o mundo possa ser - e é - um aglomerado de visões, e nem sempre a MINHA é a correta. Pensar nisso é questionar religiões (qual é a correta), posicionamentos políticos (esquerda ou direita - se é que elas existem), leis, entre muitas outras coisas. Mas é também entender que a MINHA visão existe (eu não posso ignorá-la para simplesmente aceitar a visão do outro).
Tenho sido bombardeada por idéias - filosofias, para ser mais exata - que fazem com que eu me questione acerca de limites, virtudes, morte, amor, educação e, principalmente, visões.
Li as Metafísicas ("Do amor" e "Da morte") do Schopenhauer, li estudos sobre Sartre, sobre Kierkegaard, sobre Santo Agostinho - e a unica conclusão a que consegui chegar foi que eu devo dar vivas às perguntas!
Não respondi nenhuma das indagações que tinha, mas me senti tão bem que o esforço todo compensou.

No final de semana comendo churrasco e tomando sol involuntariamente, li a minha nova Cult, especial de Filosofia. Grande revista.

Hoje, vou passar novamente na locadora, e vou procurar mais perguntas... Vou ficar sozinha de novo no final de semana. Pelo menos minha solidão é produtiva - e muito.

 
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